Ventilação natural: uma estratégia de ventilação insuficiente
superadmin
May 30, 2017
Conheces as deficiências do sistema tradicional de ventilação natural face às vantagens que oferece um sistema de ventilação mecânica controlada de dupla fluxo? No presente artigo explicamos os tipos de ventilação que existem e a sua relação com a eficiência energética e a sustentabilidade.
Tipos de ventilação
Para garantir um ar de qualidade no interior dos edifícios deve ser fornecido um caudal de ar de ventilação mínimo que assegure que se insufla um ar fresco, limpo e livre de impurezas e se extrai, por sua vez, o ar viciado do interior. Existem três formas de ventilar uma divisão: ventilação natural, ventilação mecânica e ventilação híbrida (a soma das duas primeiras).Ventilação natural
Falamos de ventilação natural quando não se utilizam meios mecânicos nem para extrair nem para insuflar o ar. Trata-se do tipo de ventilação utilizado tradicionalmente. Existem três tipos de ventilação natural: natural unilateral e natural unilateral cruzada (em ambos os casos, de regeneração horizontal), e natural por tiro térmico (mediante condutos verticais).No primeiro caso, a regeneração de ar ocorre através dos vazios da envoltória graças às diferenças de pressão e de temperatura. Assim, se a pressão de ar entre os dois lados da envoltória é diferente, ocorre uma corrente do local com maior pressão para o local com pressão menor. No segundo caso, também devido a uma diferença de pressões, a ventilação ocorre pela oposição entre a entrada e a saída do ar. Nem a ventilação natural unilateral nem a ventilação natural unilateral cruzada garantem um ambiente livre de bolores ou fungos em locais onde a humidade relativa é elevada, pois a ação de ventilar fica exclusivamente nas mãos dos usuários, que, por diversas razões, não podem abrir as janelas tanto quanto seria desejável e necessário.
No terceiro caso, a ventilação natural por tiro térmico baseia-se no princípio segundo o qual o ar quente sobe, por pesar menos que o ar frio. A diferença entre as densidades do ar, como consequência das diferenças de temperatura e humidade, coloca em funcionamento os condutos verticais (shunts). Este terceiro tipo de ventilação natural também não é eficaz, uma vez que as correntes de ar não se produzem se há inversão térmica ou se as correntes de ar exterior existentes não são suficientes para originar o necessário efeito de sucção. Isto contribui para o aparecimento de manchas de humidade e maus cheiros.
Ventilação mecânica controlada de dupla fluxo
Trata-se, sem dúvida, do sistema de ventilação mais eficiente. Graças aos recuperadores de calor, não só se vê incrementado o bem-estar e o conforto, como se obtém uma economia económica desde a primeira fatura. Os recuperadores de calor são dispositivos que trocam a energia entre o ar de expulsão climatizado e o ar de insuflação que provém do exterior. Uma ventilação mecânica controlada de dupla fluxo assegura que o ar que é introduzido no interior das divisões é um ar saudável e livre de impurezas e contaminantes. Além disso, graças à existência de sondas que adaptam a humidade do ar insuflado à humidade do interior, obtém-se um ar interior dentro dos parâmetros recomendáveis (entre 50% e 60%), independentemente da humidade do ar no exterior.Ventilação e normativa
A normativa vigente (CTE DB HS 3, Qualidade do ar interior) não contempla a ventilação natural como um sistema geral de ventilação, uma vez que este sistema de ventilação tradicional se tem mostrado ineficaz. Assim, o CTE estipula apenas a ventilação híbrida e a ventilação mecânica como os únicos sistemas possíveis para garantir uma qualidade do ar interior que não coloque em risco a saúde das pessoas e assegure o máximo conforto e bem-estar dos ocupantes.
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