Radão, um gás prejudicial para nós e os nossos edifícios
superadmin
January 19, 2018
Não é muito conhecido nem o seu nome costuma soar muito. Além disso, é invisível e também não cheira. Os seus devastadores efeitos, por outro lado, tornam-se visíveis quando a exposição é longa numa casa. É o gás radão, pouco conhecido mas, segundo a Organização Mundial da Saúde, a segunda causa de morte por cancro do pulmão. Estima-se que o radão possa ser o culpado por até 14% deste tipo de tumores malignos.
O problema do gás radão é que este veneno encontra-se em muitas casas, em edifícios e em caves. Mas, o que é exatamente e como podemos prevenir?
Este gás é produzido pelo urânio que se encontra normalmente no solo. Ao desintegrar-se, transforma-se em rádio e fica no solo. Mas ao desintegrar-se, converte-se em gás, em radão. E este contaminante nocivo é capaz de chegar a nós até se armazenar no nosso sistema respiratório e produzir radiação.
Em Espanha, o radão encontra-se bastante disseminado. Segundo fontes institucionais do Conselho de Segurança Nuclear, Galiza e parte de Castela e Leão são duas das comunidades autónomas mais afetadas. A Extremadura, Madrid e parte de Castela-La Mancha também têm altos índices de radão.
O conhecimento da existência deste gás é relativamente novo e data de meados do século passado. Se bem que mesmo numa baixa concentração pode ter muitos riscos, em locais de afetação média o risco de cancro do pulmão é muito elevado. Além disso, a exposição ao radão é especialmente severa em fumadores. Segundo novamente a Organização Mundial da Saúde, quem fuma tem um risco de cancro por radão cerca de 25 vezes maior que o dos não fumadores.
Em habitações, o gás radão pode aparecer depois de se ter armazenado no solo onde se edifica o edifício. Também nas paredes, no teto e até nas torneiras de água. Pode entrar na casa por qualquer abertura, desde uma porta até uma diminuta fissura.
Não só afeta negativamente os seres vivos. Este gás radioativo enfraquece os edifícios e pode produzir o que se conhece como "edifícios doentes". Aqueles em que se estima que os habitantes do recinto possam sofrer algum problema de saúde devido às suas debilitadas condições de habitabilidade.
Detetar o gás radão nos nossos edifícios

Para poder detectar este gás que, além disso, é muito difícil de descobrir se afetou a nossa casa, primeiro temos de saber porque acaba entrando nas nossas casas.
Os espaços fechados são um problema para o gás radão. Embora os edifícios públicos e as casas não sejam os espaços onde há maior afetação -isso é em subterrâneos- , sim que pode atingir níveis mais do que preocupantes. Ao estar sempre perto do solo, os níveis de radão mais altos encontram-se em caves e armazéns, mas também em rés-do-chão. Tudo o que estiver em contacto com o solo tem uma maior afetação.
Igualmente, o gás pode filtrarse através dos materiais de construção. Pelas paredes, pode ascender para compartimentos mais elevados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a concentração de radão numa habitação dependerá de:
- O urânio contido nas rochas e no terreno do solo onde se encontra o edifício.
- As filtragens que o radão possa encontrar para se expandir.
- A renovação do ar interior, pelo que a ventilação do recinto será primordial.
Para poder proteger-se contra uma possível entrada de gás radão, a Organização Mundial da Saúde oferece uma série de recomendações:
- Melhorar a ventilação. Tanto na zona do subterrâneo da habitação como em todos os compartimentos.
- Os sistemas de extração mecânica na cave podem extrair o radão em locais que sejam considerados de alta concentração.
- Deve tapar-se toda filtragem que possa ocorrer desde a cave. Qualquer pequena fissura pode ser letal para a entrada do gás. Pode despressurizar-se o espaço entre o solo do edifício e o terreno para ajudar a que o gás não se expanda pelas divisões.
- As paredes devem ser seladas corretamente.
O gás radão é um veneno que afeta a muitas pessoas e que deve ser tido em conta. Nas comunidades autónomas onde há uma maior afetação e em habitações com caves ou contacto com o solo, é muito importante ter isto presente. Como solicita a Organização Mundial da Saúde, temos de minimizar as possibilidades de que este gás entre nas nossas casas.
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