Saída de fumos, normativa para uma ventilação eficiente
superadmin
April 1, 2019
Nos locais comerciais e nas edificações industriais um dos principais requisitos que devem ser seguidos é o da saída de fumos. Poder extrair a poluição que se gera nos interiores de trabalho, sejam cozinhas, fábricas ou outro tipo de recintos, é necessário para manter a saúde dos funcionários e também para dispor de ar limpo em todos os momentos. O que nos diz a normativa sobre saída de fumos e também como podemos nos adaptar a ela?
O primeiro a ter em conta é a obrigatoriedade, cujos requisitos variarão em função do tipo de atividade comercial ou industrial. Embora para garantir a qualidade do ar interior seja sempre necessário contar com um sistema que expulse os fumos para uma saída exterior.
A normativa de saída de fumos especifica os diferentes valores de qualidade do ar a extrair ao estar contaminado com fumo, não importando se é um edifício ou um local específico. O caudal de ar de extração em locais de serviço deve ser de 2 dm3/s por m2 de superfície em planta, o que conta para escritórios ou locais que não produzem fumo de forma habitual.
Em contrapartida, para zonas afetadas pelo fumo esta normativa será diferente, pois serão considerados locais de muito alto nível de contaminação, como podem ser:
- Cozinhas industriais ou de locais de restauração.
- Aparcamentos públicos ou privados.
- Locais ou salas de fumadores.
- Laboratórios químicos.
- Zonas de produção industrial.
O Código Técnico da Edificação também tem muito a dizer e estabelece que o sistema completo de extratores de fumos deve ser resistente ao fogo pelo menos durante uma hora. No caso da ventilação, a resistência deve ser igual ou maior que a do elemento de compartimentação pelo qual o ar contaminado irá passar. Isso é especificado desta forma para que, em caso de incêndio, os condutos de ventilação continuem extraindo o ar contaminado que procede da combustão sem, com isso, perder estanqueidade. É importante ressaltar que o fumo pode ser mais perigoso que o fogo em certas situações.
Os condutos mais curtos na normativa de saída de fumos
O projeto do sistema de ventilação completo para a saída de fumos será imprescindível em todo o conjunto, e terá talvez a maior importância. O que queremos dizer com o projeto? Basicamente, ao traçado que os condutos devem seguir para onde viajará o fumo extraído.Os sistemas de extração mecânica são a solução mais eficaz para eliminar os fumos e a sua eficiência está bastante comprovada, mas da mesma forma são muito sensíveis ao traçado que o ar ou o fumo realizam neste caso. Quanto maior a distância, menor a eficácia de extração.
É por isso que seria imprescindível ter em conta dois elementos importantes para uma correta saída de fumos:
- O dispositivo de aspiração deve estar o mais próximo possível do foco de emissão de fumos. Se se trata de um restaurante, deve estar logo acima dos fogões, e se é uma indústria ali onde se produza o fogo controlado.
- Respeitando o ponto anterior, deve-se encontrar o local de expulsão do fumo o mais próximo possível. Se a distância a percorrer nos condutos for muito longa, ocorrerão perdas de carga e será necessária mais potência. Pior ainda em caso de incêndio, será necessário mais tempo para extrair o ar contaminado, pelo que a segurança do local e dos seus ocupantes estará em perigo.
Nesta busca pelo projeto perfeito para a saída de fumos, pode-se optar por emoldurar os bocais de extração. Dessa maneira, pode-se reduzir o caudal de ar necessário e concentrar a extração. Para evitar possíveis fugas de ar contaminado, além disso, é importante que o caudal aspirado seja distribuído da forma mais uniforme possível.
A normativa para a saída de fumos também especifica na norma UNE EN 1366-8: 2005 que a velocidade do ar contaminado transportado deve ser suficiente para que não se acumulem partículas em suspensão contidas no fumo dentro dos condutos. Devem ser evitadas as perdas de carga segundo a mesma norma, e também as vibrações excessivas, além de níveis acústicos incómodos.
Siber Ventilação
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