Instalação em parques de estacionamento da saída de fumos, normativa básica
superadmin
Conheces a normativa básica para a correta instalação de saída de fumos em parques de estacionamento? De acordo com a normativa vigente, Código Técnico da Edificação e RITE, “as instalações de ventilação devem ser projetadas, calculadas, executadas, mantidas e utilizadas de forma a obter uma qualidade do ar interior que seja aceitável para as pessoas, e para que se eliminem os poluentes que se produzem de maneira habitual, se aporte um caudal suficiente de ar exterior e se garanta a extração do ar viciado. No caso de incêndio, além disso, estas instalações devem garantir a extração dos fumos gerados com o fim de facilitar a evacuação e as tarefas de extinção.”
Normativa e tipo de ar
Segundo a classificação dos distintos tipos de ar de extração que estabelece o RITE 2013, o ar dos edifícios destinados a estacionamento integra-se dentro da categoria AE 4. Isso significa que o ar destes recintos tem um nível muito elevado de contaminação, em consequência das substâncias odoríficas e das partículas poluentes que contém. O regulamento lembra que umas concentrações elevadas destas substâncias e partículas podem representar um risco para a saúde dos ocupantes. Devido a isso, um ar desta categoria não pode ser utilizado para ventilar outros recintos, pelo que é terminantemente proibido partilhar o sistema de ventilação destes recintos destinados a estacionamento com outros locais. Os espaços de armazenamento que façam parte da própria área de estacionamento sim que poderiam partilhar ventilação.Saída de fumos, normativa básica
De acordo com o CTE DB HS 3, Qualidade do ar interior, a contribuição mínima de ar em locais destinados a estacionamento é de 432 m3/h por vaga, ou seja, 120 l/s. No CTE DB SI, Segurança em caso de incêndio, estabelece-se que o sistema de ventilação instalado deve possibilitar a extração de um volume de ar à razão de 150 l/s por vaga de estacionamento. Desta forma, consegue-se a obrigatória ventilação por depressão que exige a normativa, pois instala-se o extrator (ventilador) de forma que se expulsa mais ar do recinto do que se insufla. No caso de vagas de estacionamento de motos, concorda-se que duas vagas de motos correspondem a uma vaga de automóvel.Os edifícios destinados a estacionamentos (que não sejam abertos) devem dispor de sistemas de controle de fumos provenientes de uma combustão, de forma que se garanta a segurança dos ocupantes enquanto se procede à sua evacuação. Em caso de incêndio, o sistema deve acionar-se de forma automática, graças à instalação de dispositivos de detecção de fumos. No caso dos chamados estacionamentos robotizados, ou inteligentes, o sistema de ventilação deve incorporar um dispositivo mecânico de extração de fumos que efetue 3 renovações por hora.
Ventilação mecânica
Como se mencionou anteriormente, a ventilação mecânica deve realizar-se por depressão. Se o projeto da instalação contempla uma extração de ar que pode dar lugar a uma depressão importante dentro do recinto, devemos assegurar que se aporta um caudal de ar mínimo necessário para a correta renovação do ar e assegurar o bom funcionamento dos aspiradores. Além disso, devemos garantir que não há insuflações de ar não desejadas através de aberturas ou grelhas incontroladas.No que diz respeito aos ventiladores de impulsão e de extração, e a todas as conexões do sistema de ventilação, deve-se ter em conta o espaço que estes ocupam. Dadas as suas grandes dimensões, é recomendável localizá-los em uma sala, para evitar que representem um obstáculo nos percursos das pessoas e possam colocar em perigo a sua evacuação em caso de incêndio.
Siber Ventilação