Extrator helicoidal: cálculo da eficácia e outras considerações
superadmin
April 14, 2017
De acordo com o Regulamento de Instalações Térmicas nos Edifícios (RITE, 2007) é conveniente tentar que os sistemas de ventilação ofereçam a máxima eficiência energética. Escolher aqueles extractores que proporcionem o máximo rendimento, assim como considerar a pressão e o caudal nominal do ar, ajudará a alcançá-lo. Existem três tipos de extractores no mercado: extrator helicoidal (também chamado axial), centrífugo e helicocentrífugo. Nos primeiros, o ar circula na direção do eixo. Trata-se de uma boa escolha, pois permite a obtenção de caudais elevados com mínimas perdas de carga. Nos segundos, os centrífugos, o ar circula na direção dos raios. Se o ar entra no extrator na mesma direção que o eixo, mas sai na direção dos raios, falamos de extractores helicocentrífugos.
Extrator helicoidal: algumas considerações a ter em conta
Também chamados axiais, recebem o nome de extrator helicoidal porque a trajetória do fluxo de ar desenha um hélice ao sair do extrator. Uma das vantagens de dispor de um ventilador helicoidal nos sistemas de ventilação é que permitem mover quantidades elevadas de ar a baixas pressões. Por isso, são convenientes para a extração do ar viciado em armazéns industriais.Embora os extratores helicoidais sejam muito eficientes do ponto de vista energético, devemos ter em conta que o caudal que um extrator aporta em descarga livre (quando não tem nenhum conduto conectado) não é igual ao que existe com conduto conectado (neste caso, ocorre uma perda de carga que se traduz numa diminuição do caudal). Cabe assinalar que o comprimento do conduto, as mudanças de direção e as uniões também ocasionam perdas de carga.
Para evitar estas indesejadas perdas de carga, um bom sistema de ventilação mecânica controlada de duplo fluxo deve dispor de um traçado de condutos hermético, de modo a reduzir ao máximo o consumo de energia (as perdas de carga obrigam a aumentar o caudal de ar que circula pelo sistema). Existem no mercado condutos termoplásticos e metálicos. Seja qual for o material da nossa rede de condutos, devemos certificar-nos de que estes são perfeitamente estanques.
Ventilação, eficácia e tipos de ar
Sabes o que é a eficácia quando falamos de sistemas de ventilação? Trata-se de um parâmetro que relaciona a concentração de partículas contaminantes que contém o ar de impulsão (cSUP), o ar de descarga (cEHA) e o ar do recinto ocupado (cIDA, o ar que respiram os ocupantes). A eficácia, que dependerá da distribuição do fluxo de ar e da classe e localização da fonte contaminante, é expressa da seguinte maneira:εv=cEHA- cSUP/ cEHA- cIDA
Como se classificam os tipos de ar que intervêm no processo?
O ar de impulsão (SUP) classifica-se em SUP 1 (se o ar de impulsão só contém ar exterior) e em SUP 2 (se o ar de impulsão contém ar exterior e ar da recirculação).O ar de descarga classifica-se em EHA 1 (se o nível de contaminantes é baixo), EHA 2 (se o nível de partículas contaminantes é moderado), EHA 3 (quando o nível é alto) e EHA 4 (se a concentração de contaminantes é muito elevada).
Para classificar o ar interior das zonas ocupadas existem quatro categorias (IDA1, IDA2, IDA3 e IDA4), segundo a qualidade do ar seja alta, média, moderada ou baixa.
Siber Ventilação