C.T.E. HS 3. O desenvolvimento de normativas de ventilação no nosso país
superadmin
May 13, 2017
A qualidade do ar que respiramos influencia de maneira significativa a nossa qualidade de vida, sendo a causadora de muitas doenças respiratórias que afetam a nossa saúde e conforto. Em algumas ocasiões, é dentro das nossas casas que a contaminação do ar é superior, chegando a ser 5 vezes pior que no exterior. Este aspecto influencia enormemente na saúde pública de qualquer país, uma vez que atualmente passamos mais de 90% do nosso tempo em espaços interiores, seja em escritórios, centros comerciais ou dentro das nossas habitações. Felizmente, melhorar a qualidade do ar interior é um problema com uma solução mais fácil e economicamente mais viável do que resolver a difícil situação da contaminação atmosférica que sofrem muitas das grandes cidades do mundo.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS), descreve como Síndrome do Edifício Doente, os sintomas de desconforto e afecções para a saúde que afetam os usuários habituais dos chamados edifícios inteligentes, que se caracterizam por um alto grau de hermeticidade, tecnificação e um uso generalizado de materiais de construção sintéticos. Como consequência disso, têm surgido nos países ocidentais um conjunto de normas, regulamentos e certificados que incorporam indicadores de sustentabilidade, saúde e bem-estar para os usuários habituais de qualquer tipo de edifício.
C.T.E. HS 3. Normativa espanhola em matéria de qualidade do ar interior
A partir do ano 2008, são introduzidas modificações no Código Técnico da Edificação (C.T.E.) e no RITE, indicando exigências muito concretas em matéria de qualidade do ar. Em concreto, o C.T.E. no seu Documento Básico HS 3, "Qualidade do Ar Interior", especifica os caudais mínimos de ventilação com os quais devem ser renovadas as divisões de uma habitação, tal como se resume a seguir:- Quartos: 5 l/s. por ocupante
- Salas de estar e salas de jantar: 3 l/s. por ocupante
- Toaletes e casas de banho: 15 l/s. em cada local
- Cozinhas: 2 l/s. por m² de superfície útil
- Aparcamentos e garagens: 120 l/s. por lugar de aparcamento
- Arrumos e zonas comuns: 0,7 l/s. por m² de superfície útil
- Armazéns de resíduos: 10 l/s. por m² de superfície útil
A biohabitabilidade
Trata-se de uma nova abordagem da construção e da arquitetura, tendo em conta conhecimentos e evidências do campo da saúde e da biologia humana. O objetivo é fornecer soluções construtivas que sejam compatíveis com os sistemas biológicos, criando espaços mais saudáveis. Para isso, valoriza-se o design de uma construção em que se analisa a interação entre materiais, sistemas construtivos, instalações e execução, considerando a utilização de materiais que minimizem a incorporação de compostos orgânicos voláteis, formaldeídos, alguns plastificantes e metais pesados. Procura-se também que os materiais construtivos tenham um adequado comportamento com as cargas eletrostáticas e com o electroclima, de modo que não sejam fonte de radiação ionizante.Um exemplo claro de como se podem considerar fatores ambientais ao projetar a construção de um edifício é a lioatrofia semicircular. Trata-se de uma afecção idiopática que se caracteriza por uma atrofia do tecido adiposo subcutâneo a modo de depressão semicircular. Uma humidade relativa baixa associada a um ambiente mais tecnificado e materiais pouco dissipativos dos campos elétricos, são habituais nos espaços que foram frequentados por pessoas afetadas por este tipo de síndrome.
Siber Ventilação