Desafios da eficiência energética rumo a 2020
superadmin
May 20, 2019
O próximo ano será crucial em Espanha para a eficiência energética. Como se a mudança de década realmente significasse uma grande diferença, a verdade é que 2020 terá numerosos esforços e impulsos para reduzir os gastos energéticos no nosso país. Desde novas ações para a geração de energias renováveis até novas medidas para reduzir o tráfego. Sem esquecer a obrigatoriedade da Construção de Consumo Quase Nulo, que obrigará todas as construções a mudar a forma como se planeiam as habitações e centros de trabalho. Os desafios da eficiência energética em 2020 são sem dúvida ambiciosos, mas também necessários.
Boa parte da importância de 2020 se deve ao plano da Comissão Europeia da União da Energia, que deve ser concluído a 1 de janeiro de 2020. Nele, especifica-se que para então, pelo menos 20% do total da energia produzida pelos estados membros deve vir de fontes renováveis. Neste momento, produz-se 31% da eletricidade de maneira renovável, enquanto no caso da refrigeração e climatização é apenas 19,5%. Os piores dados são no transporte, que apenas alcança 7,8%.
Rumo a 2020, esses dados devem melhorar e, embora na Europa se assuma que talvez a Espanha não atinja os objetivos estabelecidos para o primeiro dia de janeiro, estima-se que possam ser alcançados durante o mesmo ano.
Outro dos planos importantes para o próximo ano é a redução da poluição do ar em 25% em comparação com 2012. Neste momento, de Bruxelas foi dada um sinal de alerta a Espanha porque, embora quase todas as cidades tenham conseguido cumprir este requisito da União Europeia, em Madrid as previsões são de que não conseguirão alcançar tal melhoria.
Em Barcelona, um dos principais focos para 2020 é a restrição de tráfego. A partir de 2020, os desafios da eficiência energética da Câmara Municipal da cidade catalã passarão por não permitir a circulação total a veículos mais poluentes na Zona de Baixas Emissões. Numa área de 95 quilómetros quadrados, que abrange toda a cidade e boa parte de quatro municípios vizinhos, só poderão circular aqueles carros com o distintivo correspondente da Direção Geral de Trânsito. Um 7% do parque automóvel deixará de ocupar as ruas, cerca de 50.000 veículos. Esses automóveis só poderão funcionar na área restrita aos fins de semana e durante todas as noites.
As melhores expectativas em eficiência energética para 2020, comenta a União Europeia, são aquelas relacionadas com a energia elétrica e o mercado energético europeu comum. Espera-se um novo passo no próximo ano na livre compra e venda de energia, o que poderia traduzir-se numa redução do preço da eletricidade.
A Construção de Consumo Quase Nulo, um dos maiores desafios da eficiência energética em 2020

Sem dúvida, uma das grandes mudanças que afetarão notavelmente o setor industrial e de construção é a Construção de Consumo Quase Nulo. Uma obrigatoriedade que nasce da União Europeia e que afetará diretamente todas as construções privadas realizadas a partir de 2020.
A importância de construir Edifícios de Consumo Quase Nulo parte do fato de que a maioria das emissões poluentes em áreas urbanas não partem do tráfego, mas sim que são os edifícios que geram mais poluição nas cidades. E a maior parte do consumo de energia se produz em relação aos sistemas de climatização: os aparelhos de ar condicionado e aquecimento originam o maior custo em fornecimento nas casas e também nos centros de trabalho.
O grande desafio da Construção de Consumo Quase Nulo é precisamente a climatização sem depender do uso de soluções tradicionais, além de apostar por uma maior eficiência energética graças ao uso de energias renováveis ou mesmo a própria orientação do edifício. Basicamente, os aspectos principais são:
- Iluminação controlada. O mais comum é o uso de lâmpadas LED, mas acima de tudo trata-se de entender uma nova maneira de edificar. A iluminação deve controlar a forma como a energia solar entra, fazendo uso igualmente dos sistemas de automação. A orientação do edifício é primordial.
- Mínima climatização. É preciso que o frio e o calor não entrem nas casas e que os edifícios se protejam sem necessitar de soluções artificiais. Para isso, o isolamento térmico é muito importante, mas também sistemas como coberturas ventiladas ou o efeito chaminé nas fachadas.
- Sistemas de ventilação mecânicos. Para garantir o fluxo de ar e a saúde interiores, os sistemas de ventilação mecânicos devem ser capazes de introduzir e extrair o ar. Além disso, se contarem com unidades de recuperação de calor poderão climatizar de maneira ecológica.
Siber Ventilação
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