Arquitetura bioclimática, como construir casas sustentáveis?

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June 24, 2017

As casas sustentáveis são aquelas que são construídas tendo em consideração as condições ambientais em que se inserem, a fim de conseguir o máximo conforto interior com a mínima procura energética possível. Trata-se de minimizar a fatura energética de climatização (aquecimento e refrigeração) utilizando os recursos naturais que o ambiente oferece, graças à boa orientação e ao aumento do isolamento da envolvente.

Casas sustentáveis: importância da captação, da acumulação e do uso dos recursos naturais

As casas sustentáveis partem de princípios passivos, ou seja, prioriza-se a conservação da energia interior do próprio edifício, em detrimento da geração de nova energia. Para isso, é de suma importância captar a energia (calor/frio), acumulá-la e utilizá-la de forma adequada, através de uma correta distribuição. Isso deve ser aplicado ao próprio edifício e a todos os componentes mecânicos que incorpore.

As energias naturais utilizadas na construção de casas sustentáveis fazem parte de um ciclo, pois se gera muita energia em determinados momentos e nenhuma energia em outros. Para otimizar os processos de captação de energia, o melhor é ir acumulando-a à medida que vai sendo captada. O próprio edifício (seus materiais e sua envolvente) são os acumuladores básicos na arquitetura bioclimática.

Dever-se-á procurar o seguinte:
• Colocar o isolante térmico pelo lado exterior da envolvente.
• Utilizar materiais com elevadas difusividades e efusividades térmicas, como a pedra, os metais ou a cerâmica. Um material com uma alta difusividade térmica terá a capacidade de aquecer-se rapidamente; um material com uma alta efusividade térmica terá uma alta capacidade de armazenar energia.
• Utilizar a água como acumulador de calor.
• Aproveitar a boa orientação para satisfazer as necessidades de iluminação, aproveitar a energia calorífica do sol e evitar, em climas quentes, o sobreaquecimento no verão.

A importância da boa orientação

Dependendo do tipo de energia que se deseja captar (eólica ou solar), tanto os dispositivos de captação como o próprio edifício terão uma orientação ou outra. Se o que se pretende é aproveitar ao máximo a radiação, no nosso país a melhor orientação é a sul. Se se quiser utilizar energia eólica, deverá primar a orientação em relação aos ventos dominantes.

Como evitar o sobreaquecimento da cobertura

As coberturas planas estão continuamente expostas à radiação solar. Na época estival, além disso, os raios que caem sobre ela, nos momentos em que a radiação é máxima, fazem-no com uma inclinação que se aproxima dos 90º. Uma forma de evitar o sobreaquecimento da cobertura durante o verão é dispor de coberturas ventiladas ou recobertas por uma camada vegetal.

Sistemas de captação

Os vidros das carpintarias já atuam como sistemas de captação. Pode-se obter maior rendimento deles se forem dispostos espaços que atuem como grandes câmaras de ar, como por exemplo as galerias envidraçadas ou o muro Trombe. O que se pretende é conseguir um efeito estufa, de forma que os raios penetrem no espaço e se capte a energia, mas esta não possa voltar a sair. Assim, o espaço vai cedendo-a aos poucos para aquecer os ambientes.

Os mecanismos ativos de captação de energia são recomendáveis como complemento aos sistemas passivos. Se o que se pretende é conseguir água quente sanitária (AQS), deverão ser utilizados coletores planos. Se o que se pretende é obter energia elétrica, deve-se fazer uso de painéis fotovoltaicos.

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