Água quente sanitária (ACS) para poupar energia
superadmin
August 6, 2019
Os sistemas de climatização tradicionais são sem dúvida os que requerem uma maior demanda energética em casa. Das faturas de fornecimento nas nossas casas, a maior parte da despesa provém de aquecer ou refrigerar a casa quando o frio ou o calor são muito notáveis, e só nos dão uma pausa em alguns meses de outono e primavera. No entanto, não se costuma ter em conta que aquecer a água é outro grande gasto, seguramente o segundo em energia dentro do lar. Para isso, existem os sistemas de água quente sanitária (ACS), que são obrigatórios há mais de uma década em toda nova construção.
Os sistemas ACS para aquecer a água são menos necessários no verão, mas no inverno tornam-se algo essencial se quisermos que a nossa casa cumpra com os requisitos da eficiência energética. E é que nos meses frios do ano, aquecer a água pode ser o segundo consumidor de energia apenas atrás da calefação. Segundo estudos da União Europeia, aquecer a água pode ter um custo aproximado de 25% do total energético consumido no inverno.
Se bem que o uso da água quente em casa depende das rotinas de cada pessoa, do tipo de habitação e também do número de habitantes, existem valores médios que podemos ter em conta para entender a importância de aquecer a água com um menor gasto energético:
- Consumo da torneira dos lavabos: de 3 a 6 litros por pessoa.
- Consumo do chuveiro: aproximadamente 30 litros por pessoa.
- Consumo dos bidés: de 5 a 7 litros por pessoa.
- Enchimento da banheira: de 100 a 130 litros por pessoa.
Historicamente, a água quente sanitária era aquecida através de sistemas elétricos, como podiam ser as caldeiras, ou a gás. Hoje em dia, embora continue a ser assim, parte desta água quente deve proceder de sistemas de eficiência energética, para o que é necessário o uso de painéis solares. Neste caso, é diferente da aplicação de sistemas fotovoltaicos, que o que geram é eletricidade. Atualmente, é mais comum que os painéis solares de muitos edifícios sejam destinados a aquecer a água sanitária e potável.
Diferentes tipos de água quente sanitária (ACS) e como apostar pela eficiência energética
- Sistemas instantâneos de água quente em casa. São os mais habituais em blocos de habitação e para famílias pouco numerosas. O que fazem é aquecer a água exatamente no momento em que se abre o fornecimento. A vantagem é que, se não forem utilizados, não têm consumo energético, mas em seu desfavor é necessário dizer que não aquecem a água de imediato, senão que requerem um esforço prévio e perde-se energia e litros neste processo. Entre eles, os aquecedores elétricos são mais poupadores, mas não têm a suficiente potência quando se trata de climas frios, sendo apenas recomendados em casas de verão em climas quentes. Os aquecedores a gás, além de requererem uma difícil estrutura e contarem com outro gasto em fornecimento, costumam ser caros.
- Sistemas de acumulação. Contam com um depósito e, embora consumam sempre energia, são mais económicos que os de gás, sobretudo no inverno. São de alta eficiência energética quando se combinam com captação através de painéis solares.
A melhor opção para a poupança energética é a de sistemas de água quente sanitária centralizada. Neste tipo de instalações pode ser fornecida água quente de maneira centralizada com uma grande caldeira a um grande número de habitações, de forma centralizada. Isto deve-se ao fato de que a potência centralizada para todas as habitações tem um menor consumo do que de maneira individual, e pode ser água aquecida através de painéis solares, em combinação com sistemas tradicionais.
Siber Ventilação
Postagens relacionadas
Sistemas de ventilação com caudal constante, como funcionam?
