A humidade relativa do ar interior e o seu efeito sobre as pessoas

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June 8, 2017

Sabias que os níveis de humidade relativa do ar interior têm um impacto, direta ou indiretamente, sobre a saúde dos ocupantes de um edifício? No seguinte artigo explicamos o que é este parâmetro, porque é importante controlá-lo e de onde provém a humidade do interior dos nossos edifícios.

O que é a humidade relativa?

Ao contrário da humidade absoluta, “quantidade absoluta de vapor de água no ar ambiente”, a humidade relativa é a “massa de vapor de água no ar por volume dividida pela massa de vapor de água por volume no ponto de saturação à mesma temperatura”.

Porque é importante controlar a humidade relativa?

A humidade no ar do interior de um recinto tem um impacto, de maneira direta ou indireta, sobre a saúde das pessoas. A seguir, algumas das consequências que derivam de um excesso de humidade:
  • Influi na sensação térmica (temperatura de sensação).
  • Propicia o meio idóneo para o aparecimento de fungos (como, por exemplo, o bolor), e ácaros do pó doméstico, causantes de doenças alérgicas e maus odores.
  • Aumenta a emissão de produtos químicos (formaldeído, entre outros) dos materiais.
Se, pelo contrário, nos encontramos com uma humidade baixa:
  • Sensação de secura e irritação (tanto da pele como das membranas mucosas) em alguns dos ocupantes.
Para evitar problemas de saúde derivados de uma humidade excessiva ou deficiente, deve-se procurar que a humidade relativa se sitúe entre os 40% e os 60% (nunca ultrapassar os 70%), de maneira que se impossibilite o risco de condensação (cabe recordar que a água dos circuitos de ventilação e climatização é o meio ideal para a proliferação de fungos e outros agentes microbiológicos).

De onde provém a humidade no interior de um edifício?

  • Dos recintos húmidos: das cozinhas, devido aos aparelhos de cozedura, e dos banheiros, devido ao uso de água quente. Nestes recintos recomenda-se instalar ventiladores higrorreguláveis, pois se adaptam aos níveis de humidade relativa.
  • Pela respiração humana dos ocupantes. Desta maneira, um nível de atividade alto nos recintos resultará em taxas de produção de contaminantes também elevadas. Taxa de produção de vapor de H20: -de um adulto a dormir: 0,014 l/s -de um adulto ativo: 0,019 l/s Taxa de produção de CO2: -de um adulto inativo: 0,004 l/s -de um adulto realizando um trabalho leve: entre 0,006 l/s e 0,013 l/s
  • Pela atividade doméstica: -cozinha elétrica: 2 000 g/dia -cozinha a gás: 3 000 g/dia -lavar os pratos: 400 g/dia -higiene pessoal (banho ou duche): 200 g/dia x ocupante -Secar a roupa no interior dos locais: 1500 g/dia x ocupante
  • Do subsolo: consoante o tipo de construção, pode entrar vapor de água pela cave dos edifícios (a diferença de pressões e a estanqueidade da cave condicionará a taxa de entrada de vapor de água), pelo que o projetista deve ter em consideração este aspecto.

Siber Ventilação

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