Condições de ventilação em edifícios de estacionamento para veículos

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March 25, 2017

A ventilação num estacionamento de veículos tem como objetivo, em primeiro lugar, garantir que não se acumule monóxido de carbono (ou CO) em concentrações perigosas em nenhum ponto do estacionamento. Tal como indica no C.T.E DB-HS 3, no seu apartado 3.1.4. «Estacionamentos e garagens de qualquer tipo de edifício», o sistema de ventilação empregado nestes edifícios poderá ser mecânico ou natural no caso de se tratar de um estacionamento ao nível do solo ou em altura com fachadas acessíveis diretamente do exterior.

Exigências do C.T.E. para a ventilação de zonas de estacionamento para veículos

No caso da ventilação natural exige-se que esta seja uma ventilação cruzada com aberturas em duas fachadas opostas do edifício para garantir que a renovação do ar contaminado abarque por completo todo o volume de ar contido no seu interior. Desde qualquer ponto do estacionamento até à abertura mais próxima não pode haver uma distância superior a 30 m. Na hora de colocar as aberturas de ventilação tanto se é natural como se é mecânica, deve ter-se em conta que a densidade relativa em relação ao ar do CO é de 0,97. Ou seja, é um gás mais leve que se acumulará nas partes altas do estacionamento. É nessas zonas que deverão colocar-se as bocas de extração.

No caso de se empregar um sistema de extração mecânica, a ventilação deve ser feita por depressão, utilizando uma das seguintes opções:

  1. Sistema de extração mecânica acompanhada pela admissão de ar por meios naturais.
  2. Sistema de admissão e de extração mecânica.
Para evitar que se produzam estagnamentos dos gases contaminantes, devem cumprir-se os seguintes requisitos:
  1. Deve haver uma abertura de admissão e outra de extração por cada 100 m2 de superfície útil.
  2. A separação entre as aberturas de extração mais próximas deve ser menor de 10 m.

Características dos contaminantes

O CO ou monóxido de carbono é o gás mais perigoso dos emitidos por um veículo e o que requer maior diluição para que não seja prejudicial para os utilizadores do edifício. O CO é um gás imperceptível, sem odor e sem sabor, cujo efeito sobre as pessoas inalada em quantidades importantes, é a redução progressiva da capacidade de transporte de oxigénio pelo sangue, chegando a produzir em casos extremos a morte. No entanto, os efeitos por intoxicação são totalmente reversíveis e sem sequelas, e a exposição breve a concentrações elevadas de CO não apresenta risco algum e pode tolerar-se. Aceita-se que para estâncias inferiores a uma hora, a concentração de CO possa alcançar 125 ppm (143 mg/m3), enquanto para uma estância equivalente a uma jornada de trabalho de oito horas, o nível máximo admissível é de 50 ppm (57 mg/m3).

Evacuação de fumos em caso de incêndio

A extração de fumos em caso de incêndio de algum dos veículos no interior de um estacionamento deve evitar que os utilizadores que se encontram no interior respirem os fumos tóxicos gerados. Devido à sua temperatura, os fumos acumulam-se na parte alta do recinto e deveriam poder ser evacuados em quantidades suficientemente importantes para que não dificultem o trabalho dos serviços de extinção. Por regra geral considera-se que o sistema de ventilação deve garantir uma renovação mínima de 15 m3/h por metro quadrado de superfície. Quando o estacionamento for público e de mais de 1.000 m2 deverá existir uma alimentação auxiliar para os ventiladores e será obrigado a dispor de detetores de CO para o acionamento automático do sistema de ventilação.

Siber Ventilação

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